O sabor do marketing de conteúdo

Por / Marketing de Conteúdo
Palavras são como tempero (pimenta) no marketing de conteúdo

Deliciar-se de uma boa refeição é bem melhor que o simples arroz e feijão, concordemos. Um bom texto vale-se da mesma premissa. Não importa se um mero bilhete para um canto de mesa ou um artigo de publicação nacional. Escrever – e escrever bem – é uma necessidade e exigência feita a todo e qualquer um que se aventure nos caminhos já nada lineares do mundo corporativo, que se tornam ainda mais tortuosos com linhas mal escritas.

É fato, o dom da palavra não foi dado a todos, mas aquilo que é transposto das ideias para o papel deve necessariamente estar mais claro no papel do que nas ideias: só assim há efetiva comunicação e engajamento. Saber o que se está lendo e ser fisgado por essa leitura segue o mesmo princípio de saber o que se está comendo, e ser capturado pela ‘gostosura’.

Em que bases é feita uma compra se não pela ação primeira de ler?! Ou em que bases há troca de conhecimento se não há eficácia naquilo que se escreve?! E o raciocínio segue o mesmo na boa cozinha: como é possível construir um bom prato se não há entendimento do bom tempero?

É função precípua de qualquer gestor saber organizar em palavras sua capacidade de comunicação – tal como é a de qualquer bom chef ao lidar com sua “produção”. Afinal, são as palavras a base primeira do poder de incitar discussões que podem levar à sua próxima ideia genial.

Assim também é no marketing de conteúdo. Cada palavra tem sua importância. E cada palavra traz a possibilidade de atingir muitas pessoas com grande eficiência, mudando a forma de pensar, agir, comprar, degustar, consumir. Afinal, um conteúdo deficiente afasta seu público de sua marca, e a tarefa de trazê-lo de volta é mais desafiadora – e está mais fadada ao fracasso – do que mantê-lo próximo. Sejamos honestos: quem voltaria a um restaurante após o desgosto da “boa comida”?

Palavras são como condimentos no marketing de conteúdo

O conteúdo tem que ser assertivo. Uma boa estratégia é entender a forma como seu público pensa e, assim, aproximar-se dele de maneira a construir relacionamentos. É como “pegar pelo estômago”. Mas não é apenas lançar na folha de papel um aglomerado de palavras desconexas, sem propósito e erradas. O sabor da palavra e o paladar da leitura devem ser tão bem dosados quanto o uso de um bom tempero.

A arte da culinária não é para todos, assim como também não o é a das palavras. A boa notícia é que, assim como dosar temperos e sabores é possível e o aprendizado se faz a cada nova experiência, também o é o uso das palavras, que nos permitem encontrar a perfeita afinação. O aperfeiçoamento é necessário e possível e a prática é a regra de ouro para garantir mais sabor aos seus textos, independentes do menu. Pois a máxima é clara e fulgente: há sempre espaço para explorar os condimentos.

 

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Sobre o autor:

Lucas Mendes - Jornalista especializado em comunicação estratégica em mídias digitais, com expertise em redação e produção de conteúdos. Já atuou em plataformas online e offline, desenvolvendo diversos projetos em comunicação.

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