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O paciente é digital: o que isso muda no marketing médico da sua clínica

    Sua clínica publica no Instagram, roda anúncio no Meta e paga por palavra-chave no Google. Mesmo assim, o paciente que mais importa pode estar tentando marcar horário agora, de madrugada, pelo celular, e encontrando um formulário que só recebe resposta no dia seguinte. A pesquisa Panorama das Clínicas e Hospitais 2025, feita pela Doctoralia em parceria com a Feegow, com 1.048 gestores de clínicas e hospitais de todo o país, entre 15 de agosto e 22 de setembro de 2024, descreve exatamente esse paciente. E o retrato que ela traça diz mais sobre o que funciona em marketing médico do que qualquer criativo premiado.

    Quem é, de fato, o paciente que tenta marcar consulta com você

    A idade predominante de quem busca atendimento é de 25 a 34 anos, faixa que lidera desde 2018. O detalhe que muda a leitura é outro: a distância entre as faixas etárias vem encolhendo ano após ano. Pacientes de 18 a 24 anos passaram de 6% da base em 2018 para 11% em 2024. Pacientes com mais de 65 anos foram de 3% para 6%. A clínica que constrói toda a comunicação em torno de um público jovem e conectado está falando cada vez menos com quem, na prática, preenche a agenda hoje.

    O mesmo movimento aparece no gênero. Mulheres continuam maioria, porque ainda são elas que administram a saúde de toda a família na maior parte dos lares brasileiros. Mas a presença masculina saltou de 24% em 2018 para 37% em 2024. Um em cada três pacientes que chegam até sua clínica hoje é homem decidindo pela própria consulta, sem intermediação. Se o texto do anúncio, a foto do criativo e o tom da campanha ainda falam só com ela, esse crescimento passa despercebido.

    O celular decide antes de a recepção atender o telefone

    Em 2024, 84% dos acessos de pacientes aconteceram pelo celular. Poucos anos antes, esse número era 63%. O computador, que já respondeu por 35% dos acessos, caiu para 15%. Na prática: se o site da clínica demora para carregar num 4G médio, se o botão de agendamento fica escondido depois de três rolagens de tela ou se o formulário pede dez campos antes de mostrar um horário disponível, boa parte dos pacientes desiste antes de terminar.

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    Isso vale tanto para o site orgânico quanto para o anúncio pago. Um criativo bem produzido que leva a uma página pensada para desktop está otimizado para o comportamento de anos atrás, não para o paciente que sua clínica atende agora.

    Segunda de manhã, e o resto do tempo que a recepção não vê

    O dia da semana com mais agendamentos é segunda-feira. O horário mais procurado fica entre 10h e 11h da manhã. Até aqui, nada surpreende quem gerencia uma agenda médica.

    O dado que muda a operação é este: 33% dos agendamentos no Brasil acontecem fora do horário comercial, ou seja, fora da janela das 9h às 18h. Um em cada três pacientes tenta marcar horário quando a recepção da clínica não está atendendo o telefone nem respondendo o WhatsApp. Se esse agendamento depende de alguém disponível do outro lado da linha, a clínica perde a tentativa, e junto com ela o investimento que já foi feito para atrair aquele paciente até ali.

    É aqui que entra o pilar de Automação e Humanização do Método PULSAR. Não se trata de trocar a recepção por um robô frio. Trata-se de garantir que o agendamento aconteça às 23h de uma terça-feira com a mesma facilidade e o mesmo cuidado no contato que vem depois de uma marcação feita às 11h de uma segunda.

    Diagnóstico gratuito de 30 minutos: se sua clínica ainda depende de alguém atender o telefone para confirmar um horário, ela está perdendo parte dos pacientes antes mesmo de eles chegarem à porta. Agendar diagnóstico

    O que faz o paciente escolher a sua clínica, e não a do concorrente

    Os dez critérios, na ordem que o paciente realmente usa

    A pesquisa perguntou diretamente aos gestores quais fatores levam um paciente a escolher um profissional de saúde entre as opções disponíveis. O ranking, do mais para o menos citado, é este:

    1. Mais opiniões
    2. Plano de saúde aceito
    3. Disponibilidade
    4. Localização
    5. Melhor conteúdo nas opiniões
    6. Foto do perfil
    7. “Sobre mim” do especialista
    8. Opiniões respondidas pelo profissional
    9. Especialidades
    10. Presença em mídia social
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    Presença em mídia social aparece em último lugar. Especialidade médica está em nono. O anúncio bonito no Instagram, que costuma consumir boa parte do orçamento de marketing médico, pesa menos na decisão do que a localização, a disponibilidade de horário e o plano de saúde aceito.

    Por que 80% decidem pela avaliação, não pelo anúncio

    80% dos pacientes escolhem um especialista com base em avaliações online, segundo a mesma pesquisa. Mais opiniões é o primeiro critério do ranking acima, e melhor conteúdo nas opiniões aparece na quinta posição, o que mostra que o texto da avaliação pesa tanto quanto a nota. Já detalhamos como transformar paciente satisfeito em ativo de marketing. O ponto aqui é mais direto: uma clínica que não trabalha avaliação como parte da estratégia perde o critério mais citado da lista antes mesmo de o anúncio começar a rodar.

    Onde isso entra no Método PULSAR

    O comportamento descrito até aqui não é curiosidade de pesquisa. É a base de dois pilares do Método PULSAR. O pilar de Posicionamento Digital garante que a clínica apareça no momento em que o paciente pesquisa, com um perfil que exibe avaliações, disponibilidade e localização com clareza, porque são esses os critérios que decidem antes de qualquer anúncio ser visto. O guia completo sobre marketing médico para clínicas detalha como estruturar essa presença.

    O pilar de Automação e Humanização garante que os 33% de tentativas fora do horário comercial não se percam, com agendamento disponível a qualquer hora e um fluxo de contato que continua humano depois que a automação faz a primeira parte do trabalho. Também vale entender por que tratar todo paciente do mesmo jeito desperdiça verba de marketing e, já que o termo marketing médico costuma ser confundido com variações próximas, a diferença entre marketing médico, marketing para médicos e marketing de saúde.

    Diagnóstico gratuito de 30 minutos: o comportamento do seu paciente já mudou. A pergunta é se o marketing da sua clínica mudou junto. Agendar diagnóstico

    Perguntas frequentes

    Qual é a fonte dos dados sobre o comportamento do paciente digital citados neste artigo?
    Leia mais  Como compartilhar o perfil do Google Meu Negócio da clínica com a equipe ou com a agência de marketing

    Os dados vêm da pesquisa Panorama das Clínicas e Hospitais 2025, realizada pela Doctoralia em parceria com a Feegow, com 1.048 gestores de clínicas e hospitais brasileiros entre 15 de agosto e 22 de setembro de 2024. A seção sobre o perfil do paciente digital usa também dados de comportamento agregados da própria plataforma Doctoralia.

    Por que o celular importa tanto no marketing médico?

    Porque 84% dos acessos de pacientes já acontecem pelo celular, contra 15% pelo computador. Um site ou anúncio pensado apenas para desktop perde a maior parte do público que está tentando agendar uma consulta.

    O que significa dizer que 33% dos agendamentos são feitos fora do horário comercial?

    Significa que 1 em cada 3 pacientes tenta marcar consulta quando a recepção da clínica não está disponível, seja à noite, de madrugada, no fim de semana ou em feriado. Sem agendamento online, essa parcela da demanda se perde.

    Anúncio pago ainda funciona se a clínica não trabalha suas avaliações?

    Funciona menos. Mais opiniões é o critério mais citado pelos pacientes na escolha de um profissional de saúde, e 80% decidem com base em avaliações online. Um anúncio bem feito que leva a um perfil sem avaliações trabalhadas perde conversão antes mesmo de o paciente entrar em contato.